Seguindo os media todos os dias, uma coisa é inegável: nunca os políticos portugueses estiveram tão descredibilizados como agora. Nem mesmo no tempo do Rotativismo, em que a palhaçada era idêntica à de hoje. E não vale a pena arranjar bodes expiatórios na Europa e na crise. Somos nós que temos de decidir o que queremos para o presente e para o futuro. Quem nos salva deste atoleiro de insensatez e destruição em que caímos? Quem nos liberta deste calvário protagonizado pela direita retrógrada e inepta com a conivência de socialistas sem alma nem chama, derrotados à nascença, sem ideias, nem outra vontade que não seja manterem o seu status quo funcional. Da extrema-esquerda nem vale a pena falar. São apenas funcionários que só sabem funcionar e agir pelo seu catecismo político, ou na salvaguarda dos seus interesses de grupo. Alguém de bom senso acredita que vamos chegar a algum lado com as medidas restritivas, arbitrárias e inconstitucionais, que menosprezam e ignoram leis e direitos dos cidadãos, e que nada se faça para reanimarmos a economia? Combater o deficit é importante, porque ninguém pode viver acima das suas possibilidades; mas combatê-lo asfixiando o crescimento económico só pode ser teoria de tecnocratas ineptos, sem qualquer ligação ao tecido social e humano. E o que faz a oposição perante este estado de coisas? Nada. Mastiga argumentos e debita menoridades. É óbvio que assim não vamos a lado algum. Precisamos de gente não corrompida por décadas de trocas e baldrocas para dirigir este país. Gente de espírito aberto, sentido social e ético da vida, e, obviamente, preparação. Haverá alguém? Desconfio que não.