Domingo, 29.01.12

Austeridade: teoria e prática

«Directora do FMI alerta para os riscos da austeridade», lê-se no PúblicoNós não teremos esse problema. O Álvaro, com a sua estratégia económica para o país, vai minorar a nossa austeridade. Só não sabemos é se o irá fazer antes de Portugal ir pelo cano abaixo. Por enquanto, continua a lustrar os fundilhos das calças na cadeira do gabinete e a olhar-nos com os olhos assustados de quem depois de muito teorizar acabou por dar um trambolhão na realidade. Não deve ser fácil pensar uma coisa e viver outra. Mas sempre pode regressar à Universidade. E quando mais depressa melhor.

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Quinta-feira, 26.01.12

Feriados

Até os feriados este governo rouba ao povo. Por quê acabar com os feriados do 1º Dezembro e do 5 de Outubro, que são integrantes da nossa História como Nação, e não acabar com o 15 de Agosto, 8 de Dezembro, Corpo de Deus, etc? Claro, o governo rebaixou-se ao lobby das hóstias. 

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Lido e afixado

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Revoluções de café

Se hoje, face à nossa realidade político-económica, continuassem a existir os cafés, como pólos de vida social, que existiram durante a Primeira República, sobretudo em Lisboa e Porto, estou certo que estariam em curso dezenas de revoluções para o dia seguinte. Mas apenas enquanto estivéssemos sentados à mesa tomando café e bagaço, a rebentar de indignação. Durante a noite dormiríamos descansados. A revolução continuava no dia seguinte. No café.

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Quarta-feira, 25.01.12

Livraria Portugal, RIP

«Histórica Livraria Portugal vai a encerrar», lê-se no Público. Isto dói-me muito. Para além de tudo o mais que tem a ver com os livros e a leitura, esta casa foi o meu primeiro emprego, dos 14 aos 19 anos. Ali conheci escritores como Fernando Namora, Aquilino Ribeiro, Armindo Rodrigues, entre outros. Ali cimentei o meu gosto pelos livros, pela leitura e pela literatura. Ali fiz bons amigos entre os colegas de trabalho. (Lembro-me bem do António Machado, actual gerente). Ali tive o primeiro contacto com o mundo do trabalho numa casa sempre cheia de clientes com enchentes sucessivas no Natal e na época dos livros escolares. Sempre quero ver no que se vai transformar o local. Loja de moda de marca internacional? Banco? Fast food? Que dizer?

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Terça-feira, 24.01.12

Sindicalismo de funcionários

«Direcção da CGTP propõe Arménio Carlos para líder», pode ler-se no SolMais um operário que, décadas atrás, preferiu ser funcionário. Fez bem, de contrário hoje estaria desempregado ou pré-reformado. Agora vai ser o líder da CGTP. Espera-se o quê? Umas manifestações, umas greves, muita conversa para a comunicação social e uma boa continuação da sua carreira. E quanto a mudanças estruturais, novas ideias, novas formas de luta, novos objectivos? Isso não interessa nada. O sindicalismo está moribundo. Para mais, com o desemprego em 13,2 %, e sem perspectivas de crescimento da economia. Sem empresas não há sindicalismo. Mas podem continuar a existir funcionários sindicais. Pelo menos, enquanto houver dinheiro para lhes pagar.

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Segunda-feira, 23.01.12

Indignações

Isto não vai lá com indignações. Nem com petições. Nem com escaramuças de FB ou refregas de blogs. A trindade que nos governa (presidente, parlamento, governo) está no poleiro porque o povo português assim quis em sucessivas ocasiões. Muitos dos arrependidos de agora votaram neles. Querem o quê? Que eles se demitam quando estão no bem-bom? Ou que o inseguro Seguro e a sua tribo de apparatchiks dê um murro na mesa e a vire de pernas para o ar? Que o compadre Jerónimo e a sua brigada do reumático passe à clandestinidade e faça a revolução popular? Que o agrupamento do deputado Louçã transforme a verborreia em acção? O povo português é pacoviano, estruturalmente beato, adora a teta do Estado e estender a mão à caridade (já agora quantas instituições de ajuda aos carenciados há por aí?). Tudo isso, mais uns foguetes e pandeiretas, é suficiente para o neutralizar. Queremos o quê?

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Quinta-feira, 19.01.12

Post-it

Em política, o que é prometido é de vidro. Para se poder estilhaçar a qualquer momento.

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Quarta-feira, 18.01.12

Lido e afixado

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Um retrato do país que somos

Um retrato do país que somos está estampado todos os dias no programa Preço Certo da RTP1, com a geral ignorância do apresentador incluída. Ver esse programa e ler os comentários dos jornais online é suficiente para compreendermos quem somos, o que nos forma e interessa.

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Sábado, 14.01.12

Post-it

Acho que toda a actividade deste governo se sintetiza numa máxima, que pode ser esta: Se queres ser feliz procura outro país.

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Sexta-feira, 13.01.12

Sexta-feira, 13

Sexta-feira, 13. O azar maior é estar a ser espoliado pelo governo todos os dias a toda a hora com a arrogância das ditaduras.

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A trindade da morte lenta

Está à vista a falência da tese política do Dr. Francisco Sá Carneiro: uma maioria, um governo, um presidente. Agora que ela se concretizou, o barco parou. Mas a tripulação anda muito contente a fingir que navega.

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Quarta-feira, 11.01.12

Post-it laranja limão

A vida está boa para os pentelhos do PSD e do CDS.

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Lido e afixado

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Vivaldi

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Terça-feira, 10.01.12

Palavras de ordem

Este governo não chegou a ter estado de graça, porque entrou logo em desgraça. E a desgraça continua, governo para a rua!

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Segunda-feira, 09.01.12

Post-it

Cada político, cada pinóquio.

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Domingo, 08.01.12

Lido e afixado

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Sábado, 07.01.12

Cepticismo

Seguindo os media todos os dias, uma coisa é inegável: nunca os políticos portugueses estiveram tão descredibilizados como agora. Nem mesmo no tempo do Rotativismo, em que a palhaçada era idêntica à de hoje. E não vale a pena arranjar bodes expiatórios na Europa e na crise. Somos nós que temos de decidir o que queremos para o presente e para o futuro. Quem nos salva deste atoleiro de insensatez e destruição em que caímos? Quem nos liberta deste calvário protagonizado pela direita retrógrada e inepta com a conivência de socialistas sem alma nem chama, derrotados à nascença, sem ideias, nem outra vontade que não seja manterem o seu status quo funcional. Da extrema-esquerda nem vale a pena falar. São apenas funcionários que só sabem funcionar e agir pelo seu catecismo político, ou na salvaguarda dos seus interesses de grupo. Alguém de bom senso acredita que vamos chegar a algum lado com as medidas restritivas, arbitrárias e inconstitucionais, que menosprezam e ignoram leis e direitos dos cidadãos, e que nada se faça para reanimarmos a economia? Combater o deficit é importante, porque ninguém pode viver acima das suas possibilidades; mas combatê-lo asfixiando o crescimento económico só pode ser teoria de tecnocratas ineptos, sem qualquer ligação ao tecido social e humano. E o que faz a oposição perante este estado de coisas? Nada. Mastiga argumentos e debita menoridades. É óbvio que assim não vamos a lado algum. Precisamos de gente não corrompida por décadas de trocas e baldrocas para dirigir este país. Gente de espírito aberto, sentido social e ético da vida, e, obviamente, preparação. Haverá alguém? Desconfio que não.

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Retrato de um país

«Um povo de bananas governado por sacanas.»

D. Carlos I, Rei de Portugal

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